Valsa de Pixinguinha e Benedito Lacerda editada pela Irmãos Vitale em 1948. É uma das poucas parcerias entre os dois compositores onde Benedito Lacerda aparenta ser o real autor, tendo Pixinguinha entrado na parceria por razões extramusicais. De fato, “Dininha” já havia sido lançada – com o título de “Cinzas e nada mais” – em 1935 com autoria creditada somente a Benedito (disco Odeon 11391, com o próprio compositor como solista de flauta). Não se sabe ao certo o porquê de Benedito ter rebatizado a música e incluído a autoria de Pixinguinha – talvez para compor um número pré-fixado de músicas da parceria entre os dois a serem editadas pela Vitale no final da década de 1940. Não foram encontrados manuscritos desta música que indiquem Pixinguinha como autor: em realidade, foi possível encontrar apenas um manuscrito desta valsa, com o título de “Cinzas e nada mais” e autoria de Benedito Lacerda no Acervo Casa do Choro (IC 6712 p. 60-61). Com o título de “Dininha” existe também um choro de Arlindo Nascimento que não deve ser confundido com a valsa de Benedito.